Entenda a diferença entre um medicamento manipulado e um industrializado

Quando o assunto é saúde não se pode brincar. Sempre que vamos ao médico, infalivelmente, saímos com uma receita de um medicamento para comprar. Mas e se essa receita for de um medicamento manipulado, o que fazer? Será que os manipulados são eficazes e confiáveis?

 

É fato que muitas pessoas ainda se sentem inseguras com o tratamento de doenças utilizando medicamentos manipulados. Se a prescrição do medicamento foi feita por um profissional habilitado (médico), pode ficar tranquilo, pois os manipulados são tão eficazes quanto os industrializados.

 

Quando um médio prescreve uma fórmula magistral, como também é conhecida o medicamento manipulado, o paciente passa automaticamente a receber uma atenção diferenciada, pois seu medicamento será único, produzido na dose e na quantidade necessária para o tratamento. Além do componente direcionado de maneira específica, o formato também é personalizado, já que é possível escolher entre cápsula, pastilha, gel, pomada, dentre outros, conforme a necessidade ou o que seja mais confortável para o paciente.

 

Já os medicamentos industrializados, esses são produzidos nas indústrias em grandes quantidades, levando em consideração a sua dosagem ou concentração que são padronizadas, de modo a serem utilizados por um grande número de pacientes.

 

“Os benefícios dos medicamentos manipulados são os mesmos dos industrializados, é a mesma substância ativa. Algumas pessoas fazem uma confusão e possuem um conceito errado, acreditando que o manipulado tem menor qualidade ou que os medicamentos manipulados só tratam de produtos naturais, não é necessariamente isso”, afirma a bioquímica e farmacêutica, Ainah Lourenço.

DIFERENÇAS

A principal diferença dos manipulados para o industrializados, explica Ainah Lourenço, é a forma de fabricação, o controle de qualidade dos dois segmentos não podem ser comparados devido as escalas de produção. “O industrializado é fabricado em grande escala, através de maquinários e fórmulas fechadas. Já o manipulado é feito de forma mais artesanal, pois a fórmula do medicamento é fabricada pelo farmacêutico de acordo com a necessidade do paciente prescrito na receita pelo profissional habilitado”, esclarece.

 

Mas as diferenças entre esses medicamentos não param por aí. Os manipulados saem na frente quando se trata de dinheiro, geralmente eles possuem preços mais acessíveis. Os manipulados, dependendo das fórmulas prescritas, chegam a ser de 40 a 50% mais baratos do que os industrializados, apresentando a mesma qualidade e eficiência. Eles possuem, entretanto, um prazo de validade bem mais curto do que os industrializados, e caso não sejam consumidos dentro deste prazo, devem ser descartados e logo novas doses devem ser compradas.

PERSONALIZADOS

Os manipulados são mais baratos que os medicamentos industrializados porque são feitos sob medida, ou seja, são fabricados somente por prescrição, na quantidade certa para o paciente seguir com o tratamento, não existindo sobras e muito menos desperdícios. Além disso, na manipulação pode ser feito a associação de vários ativos, já que muitos pacientes precisam tomar mais de um medicamento por dia.

 

O rótulo dos medicamentos é personalizado para evitar a troca de medicamentos. Mas, lembre-se se você for manipular o seu medicamento, procure sempre uma farmácia de manipulação de sua confiança para evitar futuras complicações.

 

“Produto manipulado passa por várias etapas e não é tudo igual. Depende da farmácia. Atualmente, temos uma gama imensa de farmácias no mercado. Por isso, o consumidor deve sempre procurar o estabelecimento que responda pela qualidade dos produtos que está sendo comercializado”, explica a especialista em Manipulação de Medicamentos e Cosméticos, Márcia Maciel, que também é diretora técnica da Facial.

IDENTIFICANDO UMA FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO

Para que uma farmácia de manipulação funcione legalmente, o estabelecimento precisa cumprir pelo menos 200 exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do órgão de fiscalização do município onde está instalado (Conselho Regional de Farmácia).

 

Algumas dicas que são essenciais para esta identificação, tais como: verificar se o estabelecimento possui os documentos fornecidos pela ANVISA, pelo Conselho Regional de Farmácia e pela Vigilância Sanitária local, se estão expostos aos clientes e dentro do prazo de validade.

 

Deve-se, também, sempre observar se a farmácia oferece assistência e a presença de um farmacêutico, pois ele é o profissional habilitado a dar orientação correta sobre seu medicamento; a higiene do estabelecimento e de seus funcionários; e analisar a pontualidade na entrega do medicamento/produto.

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Jesus o Reis dos Reis

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